Especialistas defendem inovação prática e eficiência imediata na Expominério

Painel destaca tecnologia aplicada, manutenção estratégica e ganhos rápidos para operações minerárias

O Painel 11 da Expominério 2025, nesta quinta-feira (27.11) reuniu profissionais que atuam diretamente nas operações do setor mineral e reforçaram que a inovação que realmente transforma a produtividade é aquela que entrega resultado imediato e não depende de tendências passageiras.

O diretor de Desenvolvimento e Projetos da Tecno-Alloys, Daniel Saleme, ressaltou que o maior gargalo das mineradoras continua sendo a manutenção. Segundo ele, é nesse ponto que a tecnologia aplicada faz diferença real no desempenho das plantas.

“A operação e a manutenção são onde tudo acontece. Muita gente não olha para isso, mas é ali que está o gargalo. A gente trabalha para aumentar a vida útil, reduzir paradas e entregar produtividade”, afirmou.

Daniel destacou que a Tecno-Alloys, com quase quatro décadas de atuação, tem acompanhado a evolução das soluções industriais no mundo e trazido para o Brasil tecnologias consolidadas.

“Nós rodamos o mundo e vemos diversas novidades. Quem trouxe o chock bar para o Brasil há cerca de 25 anos foi a nossa empresa. A ideia é sempre desenvolver produtos melhores para que as mineradoras consigam produzir mais e expandir as suas operações”, disse. Ele também observou que Mato Grosso vive um momento especialmente favorável. “Aqui na Baixada Cuiabana encontramos um mercado muito promissor. As mineradoras, o agro, o calcário e as pedreiras têm muito espaço para evoluir.”

No painel também participou Felipe Alvarenga Araújo, diretor da Goldplat Brasil, que trouxe uma crítica ao excesso de atenção dada à inteligência artificial, enquanto tecnologias simples, conhecidas e eficientes permanecem sem implementação.

“Vejo que muitas operações deixam de fazer o básico bem-feito. Há uma corrida pela IA sem saber como usar e sem entender o ganho real disso”, afirmou.

Felipe, que já realizou mais de cem visitas técnicas a mineradoras de ouro na América Latina e acompanhou operações da empresa na África, explicou que a inovação prática pode gerar retornos rápidos, mas muitas vezes é ignorada.

“As mineradoras deixam de promover pequenos ganhos de eficiência que têm impacto direto no resultado final. Às vezes apresentamos um estudo com payback de dois meses e isso nem vai para a mesa de decisão. Não é por falta de tecnologia, mas por falta de implementação”, disse. Ele citou a recuperação de ouro em resíduos como exemplo. “A tecnologia existe, está disponível, mas muitas empresas simplesmente não aplicam.”

Os dois destacaram ainda que a Expominério tem se consolidado como ambiente de aproximação entre quem vive a operação e quem define investimentos. Para Daniel, a feira acerta ao reunir diferentes níveis da cadeia. “A Expominerio junta quem sente a dor da operação com quem decide. É uma feira fantástica, com muita troca de conhecimento.” Já Felipe ressaltou o valor do networking neste momento em que a Goldplat passa a estruturar operações no Brasil. “As empresas conhecem o nosso nome, mas nem sempre as pessoas. É o momento de estar mais próximo e mostrar como podemos gerar valor.”

Também participaram do painel Lucas Calmon, CFO da Salinas Gold, e Carlos Mamede, diretor de operações da Auro Apoena, ampliando o debate sobre produtividade, tecnologia e competitividade no setor mineral.

EXPOMINÉRIO – A Expominério 2025 é uma realização da DPH e IEL, além de contar com o Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec), como patrocinador oficial. O evento também tem o apoio institucional e patrocínio de grandes nomes do setor, como Fecomin, Fomentas Mining Company (Ródio), Nexa Resources, Keystone e Brazdrill (Diamante), Aura Apoena, Salinas Gold Mineração e Rio Cabaçal Mineração (Ouro), além de GoldPlat Brasil e Ero Brasil (Prata).

BS COMUNICAÇÃO/ASSESSORIA DE IMPRESA EXPOMINÉRIO

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