Sedec anuncia avanços estruturantes para transformar mineração em política de Estado

Durante a Expominério 2025, secretário adjunto de Mineração detalhou laboratório de rochas, novo mapeamento geológico e reforço institucional para impulsionar o setor

O Governo de Mato Grosso apresentou, durante a Expominério 2025 nesta sexta-feira (28.11), um conjunto de ações que deve redefinir o futuro do setor mineral no estado. Com a criação de uma Secretaria Adjunta dedicada exclusivamente à mineração e a implantação de novos instrumentos de pesquisa e governança, o Estado sinaliza que pretende transformar a atividade em política pública estruturante — e não apenas em resposta conjuntural ao mercado.

O secretário adjunto de Mineração da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), Paulo Leite, destacou que o governo está inaugurando “uma política consistente de apoio ao setor”, após décadas em que a mineração foi tratada de forma fragmentada.

Segundo ele, o Estado passou a investir simultaneamente em planejamento, legislação e infraestrutura técnica, com foco em três frentes: mapeamento geológico detalhado, instalação do primeiro laboratório de rochas de Mato Grosso e parcerias para pesquisa aplicada.

Entre os projetos em andamento estão estudos sobre remineralizadores de solo e pesquisas sobre rochas com potencial para fertilizantes, insumo em que Mato Grosso mantém forte dependência externa.

“Se queremos evoluir, precisamos ter um laboratório aqui. Hoje nenhum laboratório público ou privado realiza análise de rocha no estado. Tudo é enviado para fora, é caro, demora, e trava o avanço da pesquisa geológica. O governador já deu aval para a construção do laboratório em parceria com o Senai”, afirmou.

A criação da Secretaria Adjunta de Mineração também marca uma mudança de postura. O governo estruturou equipes formadas por geólogos e engenheiros de minas, consideradas por Paulo Leite fundamentais para que o setor tenha suporte técnico e regulação moderna. Ele cita ainda a necessidade de atualizar os mapas geológicos do estado, hoje feitos em escalas amplas, como 1:1 milhão, insuficientes para identificar com precisão áreas com potencial mineral.

“O trabalho é caro, demorado, mas imprescindível. O papel do Estado é melhorar as escalas, liberar informação e permitir que o empreendedor avance”, completou. Paulo Leite também citou a possibilidade de utilizar recursos do CFEM, destinados à Sedec, para investir no mapeamento geológico.

O diagnóstico é compartilhado por Caiubi Kuhn, presidente da Federação Brasileira de Geólogos (Febrageo) e professor de Engenharia de Minas da UFMT. Para ele, Mato Grosso já ocupa posição de destaque por ser o quinto maior estado em arrecadação de CFEM, mas ainda pode avançar muito.

“Tem potencial para chegar ao terceiro lugar. Falta normalização, política pública estruturada, mapeamento de qualidade e investimento em pesquisa e inovação”, afirmou.

Caiubi também ressaltou o papel da Expominério em ampliar a discussão sobre mineração para além dos grandes estados produtores. Para ele, o evento cumpre a função de dar visibilidade às pequenas e médias minerações, predominantes na Amazônia Legal e essenciais para a dinâmica econômica regional.

“A Expominério permite que empreendedores menores discutam suas problemáticas e encontrem soluções. É um espaço que diversifica o debate e fortalece o setor que mais movimenta o interior do país”, disse.

O painel também contou com a advogada Pâmela Alegria, uma das organizadoras da Expominério.

EXPOMINÉRIO – A Expominério 2025 é uma realização da DPH e IEL, além de contar com o Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec), como patrocinador oficial. O evento também tem o apoio institucional e patrocínio de grandes nomes do setor, como Fecomin, Fomentas Mining Company (Ródio), Nexa Resources, Keystone e Brazdrill (Diamante), Aura Apoena, Salinas Gold Mineração e Rio Cabaçal Mineração (Ouro), além de GoldPlat Brasil e Ero Brasil (Prata).

BS COMUNICAÇÃO/ASSESSORIA DE IMPRESA EXPOMINÉRIO

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