Projeto Juruena deve receber R$ 200 milhões, gerar 300 empregos e transformar a economia de Nova Bandeirantes
A mineradora Keystone anunciou, durante a abertura da Expominério 2025, que começa em dezembro a primeira etapa de operação do projeto aurífero Juruena, em Nova Bandeirantes. A fase inicial, baseada em tecnologia de gravimetria, marca a virada de página de um empreendimento considerado estratégico pelo setor mineral e pelo governo estadual.
Com 33 mil hectares de direitos minerários na região de Nova Bandeirantes, em uma área remota, marcada pela floresta amazônica e pelas antigas frentes garimpeiras, o projeto caminha para se tornar uma das novas referências da mineração brasileira. A expectativa é de um investimento total de cerca de R$ 200 milhões e geração de até 300 empregos diretos quando o empreendimento estiver em plena operação.
Segundo Anderson Resende, COO da Keystone no Brasil, o avanço rápido do projeto tem surpreendido até mesmo a matriz. Ele destaca que a empresa está há três anos em Mato Grosso e que a implantação, em uma região de difícil acesso, só tem sido possível pelo apoio de fornecedores e profissionais locais.
“É um projeto dentro da Amazônia, que exige cuidado com o meio ambiente, com as comunidades e com a história da região. Mesmo assim, avançamos de forma pacífica e organizada, o que tem chamado a atenção do setor no país”, disse durante a abertura da Expominério.
A empresa projeta começar com uma produção de 300 a 400 onças de ouro e, em alguns meses, atingir 5 mil onças, com possibilidade de chegar a 20 mil onças ao ano no médio prazo.
O potencial do projeto, entretanto, não se limita ao ouro. Com mais de 70 mil metros de sondagem histórica e certificação internacional JORC, o bloco minerário possui áreas com indícios de cobre e espaço para novos depósitos. Para a Keystone, consolidar Juruena é o primeiro passo para transformar a empresa em plataforma estratégica e agregar novos ativos ao portfólio.
Na Expominério, Resende reforçou que grande parte dos equipamentos e serviços utilizados no projeto foi adquirida em Mato Grosso.
“Isso é resultado do trabalho das empresas do estado, que têm nos permitido avançar com velocidade e qualidade. O apoio do governo e da cadeia de produção local foi decisivo para chegar até aqui”, afirmou.
BS COMUNICAÇÃO/ASSESSORIA DE IMPRESA EXPOMINÉRIO

